15.12.05
Crônica de um gremista ilustre
David Coimbra – Zero Hora – 14 de dezembro de 2005
O melhor de todos

O time do Inter que há 30 anos conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro para um clube gaúcho, aquele foi o mais poderoso time jamais montado no Rio Grande do Sul. Os gremistas vão espumar de fúria, e talvez até alguns colorados reclamem loas ao Rolo Compressor de Tesourinha e Carlitos, mas tenho convicção de que nunca houve uma equipe como aquela de 75-76, de São Paulo para baixo.
Alías, o Grêmio nunca conseguiu construir times como os que o Inter fez nos anos 70 e nos anos 40. Verdade que o Grêmio teve, em 102 anos, boas equipes em maior número do que o Inter, mas nenhuma delas atingiu tamanha excelência e lustro, nem a de Foguinho, nem a de Felipão, nem a campeã do mundo, com Renato e tudo.
Aquele Inter tinha o melhor goleiro, o melhor zagueiro e o melhor volante que já vi em campo: Manga, Figueroa e Falcão. Tinha um craque que dominava a bola com a naturalidade de quem boceja, Carpegiani, e que entendia o jogo como um Karpov diante do tabuleiro. Tinha dois pontas agressivos e perigosos como rifles carregados, Valdomiro e Lula. E um centroavante com a capacidade de marcar gols no código genético, Flávio em 75, Dario em 76.
Times assim são quase acidentes da Natureza, algo que acontece à margem das vontades. Houve poucos similares, no Brasil: o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Flamengo de Zico, o Cruzeiro de Tostão. Os colorados têm de festejar aquele time como quem festeja uma obra-prima irrepetível.

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Presidente Fernando Carvalho esclareceu que o tal Léo do Paulista é reforço pra grupo. Ah tá. Ainda bem que avisou. E quando chegam os reforços "às ganha"?
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Corneta, parte 3:
O Abel não ia pra Arábia?
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Momento Portão 3. Uma homenagem pra nossa amiga Josiane, que sempre vem dizer alguma bobagem aqui:

O melhor de todos

O time do Inter que há 30 anos conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro para um clube gaúcho, aquele foi o mais poderoso time jamais montado no Rio Grande do Sul. Os gremistas vão espumar de fúria, e talvez até alguns colorados reclamem loas ao Rolo Compressor de Tesourinha e Carlitos, mas tenho convicção de que nunca houve uma equipe como aquela de 75-76, de São Paulo para baixo.
Alías, o Grêmio nunca conseguiu construir times como os que o Inter fez nos anos 70 e nos anos 40. Verdade que o Grêmio teve, em 102 anos, boas equipes em maior número do que o Inter, mas nenhuma delas atingiu tamanha excelência e lustro, nem a de Foguinho, nem a de Felipão, nem a campeã do mundo, com Renato e tudo.
Aquele Inter tinha o melhor goleiro, o melhor zagueiro e o melhor volante que já vi em campo: Manga, Figueroa e Falcão. Tinha um craque que dominava a bola com a naturalidade de quem boceja, Carpegiani, e que entendia o jogo como um Karpov diante do tabuleiro. Tinha dois pontas agressivos e perigosos como rifles carregados, Valdomiro e Lula. E um centroavante com a capacidade de marcar gols no código genético, Flávio em 75, Dario em 76.
Times assim são quase acidentes da Natureza, algo que acontece à margem das vontades. Houve poucos similares, no Brasil: o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Flamengo de Zico, o Cruzeiro de Tostão. Os colorados têm de festejar aquele time como quem festeja uma obra-prima irrepetível.

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Presidente Fernando Carvalho esclareceu que o tal Léo do Paulista é reforço pra grupo. Ah tá. Ainda bem que avisou. E quando chegam os reforços "às ganha"?
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Corneta, parte 3:
O Abel não ia pra Arábia?
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Momento Portão 3. Uma homenagem pra nossa amiga Josiane, que sempre vem dizer alguma bobagem aqui:



